Texto
O ser e o Messias
"Para cada homem é de vital importância saber sobre que prato da balança irá pesar a própria vida. Ninguém deixa de ter responsabilidade se tem na história a função de reforçar a opressão dos pobres e dos explorados. Os tempos estão tão amadurecidos que agora qualquer um que escreva ou fale de Cristo deve definir se está lutando pela Igreja ou pelo Cristianismo. Nada pior da objeção, de que as duas realidades se identificam; seria como sustentar que o bem para o partido é o bem em si mesmo e que o mal para o partido é mal em si mesmo e que o fim se justifica os meios. Nenhuma autoridade pode fazer com que tudo seja permitido; a justiça e a exploração não são assim tão difíceis de distinguir e Cristo morreu justamente para que se saiba que nem tudo é permitido. Não um Cristo qualquer. O Cristo que resulta definitivamente irrecuperável para uma visão de comodismo e de oportunismo é o Jesus histórico: é por ele e com ele que este livro se empenha... A opressão capitalista não poderia ter-se mantido se não tivesse encontrado cúmplices em todos - ou quase todos - nós... A resistência de certos intelectuais diante do convite da nova revolução obedece - talvez sem saber - a uma necessidade objetiva. Temos necessidade de estarmos certos de que desta vez o próprio homem se transforme, e isto depende "das idéias"... Por idéias" entendemos a tomada de consciência da realidade, e a realidade é mundial. A próxima revolução será mundial ou não será uma verdadeira revolução" (do Autor).
No other version available