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Inter mirifica : texto e comentário
Inter Mirifica é o ponto de partida para os desdobramentos da relação Igreja-comunicação; supera a retórica da "proibição" para a defesa do direito à informação. Abre horizontes para a Igreja mudar seu comportamento e considerar a comunicação como fator importante para a sua missão no diálogo com a sociedade contemporânea. Vivemos, nestes últimos anos, uma evolução histórico tecnológica no conceito de comunicação, verificamos que de "meios de comunicação social" passamos para "comunicação social" e, finalmente, chegamos à "cultura da comunicação" com um novo modo de relacionar os processos simbólicos e as formas de produção e distribuição dos bens e serviços. O documento reafirma o ser humano como um ser de comunicação na comunidade e inicia o processo de conceber a comunicação para além dos aparatos midiáticos, para compreendê-la simultaneamente como um processo, um conteúdo e uma rede.
Bibliografia: p. 86-87.
O decreto Inter Mirifica é o segundo dos dezesseis documentos publicados pelo Vaticano II. Aprovado a 4 de dezembro de 1963, assinala a primeira vez que um concílio geral da Igreja se volta para a questão da comunicação. Pela primeira vez, um documento universal da Igreja assegura a obrigação e o direito de ela utilizar os instrumentos de comunicação social. Além disso, o Inter Mirifica também apresenta a primeira orientação geral da Igreja para o clero e para os leigos sobre o emprego dos meios de comunicação social. (PUNTEL, 2012, p.11)
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